Eu fui a Itaipu quando adolescente, com o grupo que se formava na antiga oitava série de nossa escola, isso poucos anos após sua inauguração. Me lembro que os ambientalistas, na época não aprovavam o impacto que a construção da hidrelétrica causaria aos arredores nos anos seguintes, era um dos assuntos anteriores a viagem. Quando chegamos com a excursão na barragem, a construção era realmente gigantesca, o volume da água jorrada impressionou a todos, era assustador o barulho e a força, saber pelo guia do ônibus que gerava energia para 80% das residências do Brasil, e que em um ano a economia do Paraguai subira 10%. Tudo isso era bacana, mas deixava aquela impressão de vitória aos ditadores, enquanto o pessoal mais velho, de esquerda, e meus amigos de 14 anos que vestiam nas recentes boca de urna as camisetas do PT, do Solidarnosc faziam coro aos ambientalistas, não acreditávamos que Itaipu seria um dia, uma empresa ética e responsável.
Hoje em dia visito feiras, congressos e palestras de assuntos diversos relacionados a sustentabilidade, marketing e internet, sendo que muitas vezes vejo a presença do programa Cultivando Água Boa nos eventos sustentáveis. Uma vez peguei um folheto e não li, em outra feira estava em um estande enorme com vários nichos menores, neles recolhia folhetos e experimentava produtos; de mel orgânico a café orgânico, tinha carrinhos elétricos para agentes ambientais (catadores de lixo) e pertenciam todos ao projeto, era da Itaipu Binacional.
Foi assim que tive a sorte de conhecer Nelton Miguel Friederich, diretor de coordenação da Itaipu Binacional, na última Feira Internacional de Boas Práticas Socioambiental. O programa Cultivando Água Boa, cuida de 20 projetos sustentáveis, interferindo de forma positiva na vida de 300 mil pessoas. Nelton é um ótimo comunicador, se apresenta como um cidadão responsável e apaixonado pela vida das gerações futuras, não lembra em nada aqueles senhores do inicio da década de oitenta.
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